quarta-feira, 6 de junho de 2012

O administrador e o museu


Muito curioso que sou e sempre em busca de novos conhecimentos na relação museu – sociedade, sociedade – museu, semana passada estive no Museu das Minas e dos Metais - MMMAIS para a palestra ‘Museus e Novas Mídias’, pelo Língua Afiada, um programa do museu, integrante do Toda Quinta e Muito MMMAIS, ministrada pelo jornalista e especialista em Marketing e Criação Multimídia Luis Marcelo Mendes. Segundo o autor, o mote para o crescimento da visitação nos museus, que é um dos principais objetivos do recém criado Instituto Brasileiro de Museus, é a gestão de afetos.

Mas o que seria ‘gestão de afetos’ na visão do jornalista e compartilhada pelo administrador? Pois bem, a gestão de afetos consiste na maneira como o museu vai se relacionar com o seu público. Segundo Luis Marcelo, “O museu consegue trazer gravitação de pessoas e instituições para seu redor por meio da densidade de sua marca. Não importa quão grande é o seu museu ou o tamanho do seu acervo, o que realmente importa é o envolvimento com a causa. A potência de uma marca é o que você representa e o que você faz para as pessoas orbitarem ao seu redor. Entendam-se aí seus visitantes, seus colaboradores, a grande rede de museus e instituições envolvidas com a causa do museu. É aí que entra a ideia da colaboratividade através das novas mídias que se transformam em ferramentas eficientes de promoção dos museus e que vieram para ficar. Não dá mais pra ficar fora da rede, desta rede de relacionamentos.

Na administração dos museus, mudamos nossos conceitos no trato com o público, o visitante. Este não é mais simplesmente aquele que vem para conhecer nossos acervos, ‘saborear’ e voltar pra casa quieto. É preciso envolvimento da comunidade, sentimento de que aquilo me pertence e que posso fazer algo por ele! Nossos clientes devem fazer essa ponte entre as instituições e a sociedade, e entre aqueles que sequer sabem o que significa a preservação da memória para a comunidade. Eu falei em clientes, você deve estar se perguntando o porquê! Porque são clientes, em potencial digamos. Ou seja, aqueles que antes eram tratados apenas como nossos visitantes, hoje, devemos olhar como nossos clientes, como consumidores daquilo que temos a oferecer que é a arte, a cultura e a memória.

Cliente não apenas no sentido do capitalismo moderno, mas também consciente de que são estes consumidores de cultura quem vão atrair novos consumidores, formando assim novas redes em torno do museu, favorecendo a manutenção destes espaços que vez ou outra passam por crises oriundas daquele capitalismo liberal. Clientes que se tornarão parceiros na preservação de nossas memórias.

A partir de uma nova concepção do que significa se relacionar com nossos clientes precisamos mudar nossas estratégias de gestão para a ‘gestão de afetos’ fortalecendo assim nossa marca junto aos nossos propagadores. É isso, o que eu tinha para dizer...


Com informações do MMAIS.

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