quarta-feira, 29 de maio de 2013

São as eleições, mané...

A Ciência Política não é minha praia, mas como gosto de dar pitacos, vamos lá. Em meio às várias reações contra o programa bolsa família e outras Políticas Públicas de inclusão como a política de cotas, redução da miséria, temos também ações do governo para redução do custo Brasil utilizando-se dos bancos públicos para aumentar a concorrência no setor financeiro com a redução das tarifas e dos juros ao consumidor. Todas estas ações tem reflexos na economia e na vida da população brasileira.

Mas não é assim que alguns setores da imprensa veem a situação. Pra quem não mora no Brasil e lê o noticiário nacional o país está à deriva com inflação galopante, alto desemprego (sendo que nossas marcas são as mais baixas da história), crescimento pífio do PIB (prefiro um país que distribui renda à PIB’s exorbitantes). E, com isso, tentam ganhar a nova classe média com o discurso de que a nossa carga tributária é alta por causa do‘assistencialismo’ do governo por meio dos programas sociais. Não, a nossa carga tributária não é exorbitante como dizem. “Em 2012, foi de 36%, mas na Europa tal relação transita hoje tranquilamente acima de 40%, tocando 45% na França e 46% na Alemanha, até chegar a 55% no caso da Suécia”. Como temos uma oposição medíocre, sem projeto de país, essa abraça a ideia da grande mídia como sendo sua ou vice-versa. Nada de novo até então. 

O que não vemos na imprensa são os resultados significativos das políticas sociais como a redução da mortalidade infantil em 17% durante os primeiros anos do bolsa família. Não mostra também que estudantes beneficiários do programa no Norte e no Nordeste tem aprovação maior que os não beneficiários. São as condicionalidades, idiota! O que a imprensa não mostra é que em 10 anos a taxa de patrões negros subiu de 22,84% para 30,19%. São as políticas afirmativas, mané... 

O que a imprensa não diz é que os gargalos de infraestrutura no país (portos, aeroportos, rodovias) estão no ponto que estão porque o país cresce (ao contrário do que nos fazem acreditar), e que pouca coisa foi realizada num período de mais ou menos 20 anos entre a ditadura militar e o início do governo Lula. Que antes desse governo os aeroportos não ficavam lotados porque a massa cheirosa não viajava de avião.

Acredito que, infelizmente, temos no país uma classe com poder econômico (pequena) que influencia o poder político de tal maneira que ainda nos impede de avançar nas políticas progressistas como sonhávamos. É tudo muito lento no Brasil, vide nossos vizinhos Uruguai e Argentina. Não, aqui não estou falando de economia, mas de direitos e garantias do cidadão. Mas, o sonho não pode envelhecer e não podemos retroceder...

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