sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Santa Preta: mãe Aparecida

*Por Matheus Assis

Ateliê 15
Hoje é o dia da SANTA PRETA! Aquela que pariu no cocho, aquela que era muito nova para engravidar, aquela que teve que mudar entre cidades para se sustentar, Maria da favela de Nazaré, subúrbio de Israel.

Maria é todas as mulheres, aquelas negras, sem assistência médica, sem emprego, grávidas de filhos sem pai, sem oportunidade. Maria também são aquelas que foram pesadas como arroba no mercado escravista (e também hoje em dia), as mães que tiveram seus filhos confundidos e mortos na favela, aquela que foi metralhada no Rio de Janeiro.

Maria das pessoas sem oportunidades, dos retirantes, dos sem teto, dos sem terra, dos índios, dos negros, Maria dos subúrbios, das favelas, dos quilombos de hoje. Aparecida, aparece hoje no país do ódio, da intolerância, do racismo, no país mais cristão em números, menos cristão em atitudes, seja nosso exemplo contra o ódio!

Dispensa os soberbos, os poderosos, os que usam da força para se enriquecer, os ambiciosos do governo, os que foram eleitos representantes e não trabalham. Dá o de comer aos que tem fome, moradia aos sem teto, terra aos que não a tem, e despede os ricos de mãos vazias. 

Não é comunismo, é magnificat. Não é ateísmo, é fraternidade. Não é assistencialismo, é oportunidade. Não é vitimismo, é grito pela vida. Assim como a senhora negra apareceu na época da escravidão, aparece hoje também dos racistas o coração.
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SALVE A NEGRA MARIAMA!

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