quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Cartagena: uma viagem pela costa.

Passei os últimos dias na cidade de Cartagena de Índias, na costa colombiana. Para nós, brasileiros, é tudo muito diferente, mesmo estando tão perto.
A cultura andina e costeña é muito plural: descendentes dos povos originários, negros e espanhóis.
Caminhar pela cidade amuralhada, principalmente à noite, é um encanto à parte. Arquitetura que encanta. Traços da colonialidade e da modernidade. Seus bares (gostei muito do KGB e um cubano - Tabaco y Ron - à sua frente) são ímpares!
Tive uma ótima impressão do povo colombiano, receptivo, neste ponto, muito parecido com 'nosotros'.
As igrejas não são tão imponentes como as igrejas peruanas (a catedral estava fechada para visitação). O castelo de San Felipe de Barajas é magnífico tanto pela sua grandiosidade quanto pela localização estratégica e história.
Já o mar do Caribe daria uma história à parte: águas calientes, playa Blanca e Isla Rosário. Com direito a mergulho e massagem das moradoras da ilha. Tudo muito bem pago. Mas se preparem: há muito calor!

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O governo petista em São João del-Rei


Podemos tomar como exemplo de boa gestão à frente do executivo municipal, o governo do Partido dos Trabalhadores, em São João del-Rei, interior de Minas Gerais. Na pessoa do prefeito Helvécio Reis, que encontrou o município, em 2013, numa situação financeira deficitária, soube conduzir a gestão, num período não muito bom para as prefeituras, por causa das crises política e econômica pela qual atravessa o país, mas mesmo assim vem pagando o funcionalismo municipal em dia, priorizando políticas públicas de inclusão, em defesa das minorias.

Durante sua gestão foi criada a guarda municipal, uma demanda antiga dos munícipes, para fazer a guarda do patrimônio público da cidade bem como a gestão do trânsito local, uma obrigação federativa.

No âmbito fiscal, a prefeitura implantou a Nota Fiscal Eletrônica. Em descompasso com outros municípios do país, São João del-Rei ainda não possuía tal sistema. Ela gera maior controle para a gestão pública, evita a sonegação e facilita a vida do empreendedor.

Em seu governo, tivemos uma pequena experiência do orçamento participativo, no qual o cidadão, por meio de audiências públicas, pode escolher as prioridades para a efetivação do gasto público, na sua região. Lembramos aqui da inversão de prioridades.

É perceptível, aos olhos mais atentos, que a limpeza pública do município melhorou, com a implantação de lixeiras pelos principais logradouros públicos. Ao mesmo passo, a gestão da iluminação pública, agora sob o controle dos municípios, permitiu à prefeitura modernizar o sistema de iluminação de algumas das principais vias e trevos de acesso à cidade.

Na saúde, o grande marco foram os médicos das unidades básicas de saúde, em parceria com o governo federal, por meio do programa Mais Médicos, o que permitiu que todas as unidades tivessem médicos em atuação.

Entre 1992 e 2012, a prefeitura de São João del-Rei, sem exceção, presenciou escândalos de corrupção, impeachment de prefeito, prisões de servidores públicos, desmandos e populismo eleitoral, que se manifestou desde a compra de votos até a locupletação de cargos públicos pelo executivo municipal. Na gestão atual, a coisa pública foi tratada como deve ser: com responsabilidade de quem deve prestar contas à sociedade ao final do mandato.


Mas, tudo isso não parece ter sido suficiente para que o governo do prefeito Helvécio fosse aprovado nas ruas. Talvez porque a dinâmica da política seja diferente e muito mais rápida que a da burocracia, a qual freia as ações dos gestores, o que, em compasso de espera, pode trazer prejuízos políticos à imagem do prefeito, como parece ter acontecido em São João del-Rei. Isto posto, com a popularidade em baixa, o atual gestor não é candidato à reeleição, mesmo tendo a deixar o município com boa ‘saúde’ financeira e ganhos substanciais aos servidores públicos municipais.

Declaração de voto


Chegando o pleito eleitoral de 2016, quando vamos escolher os nossos representantes no parlamento municipal, acho necessário dizer porquê voto no candidato Fuzatto. Tenho outros companheiros que merecem estar na câmara municipal, entre os quais as atuais vereadoras Vera Alfredo e Lívia Guimarães, além de novos concorrentes como Carlos Bem, Rodrigo Cipriano e Leonardo Silveira (talvez tenha me esquecido de alguém). Acho importante votar na legenda, quando não encontramos candidatos que nos representem fielmente, mas acredito que podemos nos sentir representados por alguns.

Primeiro, porque Fuzatto é um personagem histórico da política são-joanense, tendo sido deputado estadual, vereador por vários mandatos e candidato a prefeito, quando eu ainda era adolescente, e estava descobrindo a política. A imagem da foto e a campanha eleitoral de 1992, com Lula e minha prima Marciléia como vice, fazia nascer em mim o gosto pela política.

O tempo passou e São João del-Rei nos trouxe outros vereadores que fizeram história e deixaram suas marcas nos destinos da cidade, mas 2016 nos traz o velho fantasma intitulado Nivaldo Andrade, novamente.

É contra o retrocesso que declaro meu voto ao candidato a vereador e à candidata Cristina Lopes para prefeita de São João del-Rei. Pela discussão de políticas de inclusão social, dos lgbt's, de cotas para mulheres no legislativo, de igualdade étnico-racial e de identidade de gênero, políticas de promoção de igualdade de gênero e raça e o respeito às orientações sexuais, cotas raciais e ações afirmativas para a população negra, políticas públicas emancipatórias, de criação de moradias de interesse social, do orçamento participativo, etc, pois o parlamento é o lugar ideal para estas discussões.

Além disso, a trajetória de Fuzatto, na educação e na Apac, nos mostram o quanto se pode fazer em prol do coletivo. Por isso, dia 02 eu voto 13 e 13.613!