segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Programação Aniversário de São João del-Rei 08/12/09






13h - Abertura das festividades com apresentação da Banda Municipal Santa Cecília na Comemoração do Aniversário da cidade e do Mirante do Cristo, no Mirante do Cristo.

14h - Apresentação do Grupo de Dança de Rua (Evolução Jovem) no Mirante do Cristo.

14h30 - Teatro Escolinha do Professor Bonifácio no Mirante do Cristo.

15h30 - Apresentação de Capoeira (Movimento Força Jovem) no Mirante do Cristo.

16h - Orquestra da OPL, no Mirante do Cristo.

17h - Apresentação de Flauta com Crianças do Movimento Força Jovem no Mirante do Cristo.

19h - após a Benção; comemoração de 10 anos de Arte e Cultura Local: São João del-Rei é dez!; em seguida 10 anos do Programa Luzes nas Gerais da CEMIG; Inauguração da iluminação natalina e da instalação cenográfica Presépio; Lançamento oficial do Portal São João del-Rei Transparente, da agenda e calendário de mesa Atitude Cultural 2010; Abertura das exposições Ser nobre é ter identidade: 10 anos de Arte e Cultura Local: São João del-Rei é dez! e Estrada Real Brasil/Caminho Santiago de Compostela Espanha. Participação especial da Rede do Corpo, Música XXI, Trio UFSJ.

20h - Um Espetáculo chamado Mulher - Cia. PC e Edna, no Teatro Municipal.

20h30 - Inauguração Oficial da iluminação de Natal e fogos de artifício - Apresentação do Auto de Natal A Casa da Riqueza, Cia. Teatro de Tábuas.

De 08/12 a 22/12 - Campanha de Arrecadação de Brinquedos.

Fonte: Assessoria de Imprensa / Prefeitura Municipal de São João del-Rei

Linguagem do Toque dos Sinos de Minas Gerais é registrada como patrimônio nacional

Aprovação do Conselho Consultivo do Iphan, reunido em São João del-Rei, é recebida com toque de sinos pela cidade

O Toque dos Sinos em Minas Gerais, uma linguagem que muitos mineiros conhecem e que encanta os turistas, acaba de virar patrimônio nacional. O Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan acaba de aprovar o pedido de registro dessa manifestação cultural. A notícia foi recebida com festa na cidade de São João del-Rei, onde o conselho está reunido durante todo o dia de hoje, 3 de dezembro. No instante quem que a aprovação foi dada, igrejas da cidade começaram a badalar seus sinos em comemoração.
A proposta de registro como patrimônio imaterial para O Toque dos Sinos em Minas Gerais, tendo como referência São João del-Rei e as cidades de Ouro Preto, Mariana, Catas Altas, Congonhas, Diamantina, Sabará, Serro e Tiradentes começou a ser preparada em 2001, por iniciativa da comunidade de São João del-Rei. A solicitação chegou ao Iphan que, em 2002, deu início a uma grande pesquisa sobre o assunto.
Além do material já existente, o contato direto com os sanjoanenses foi importante para estabelecer que essa forma de expressão não era exclusiva, apesar de o município guardar especificidades no que se refere à prática da comunicação com o toque dos sinos. Assim, outras oito cidades foram acrescidas à pesquisa com base nas referências a sineiros e toques de sinos, com histórias e lendas em torno deles: Ouro Preto, Mariana, Congonhas do Campo, Diamantina, Sabará, Serro, Tiradentes e Catas Altas, a única entre elas que não tem o sítio urbano tombado pelo Iphan.

Fonte: Portal do IPHAN


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Patrimônio Imaterial do Brasil: Toque dos Sinos de Minas Gerais


Linguagem dos Sinos



MODALIDADE DOS TOQUES
Entre as modalidades dos toques, destacam-se:
  1. Dobre simples, quando o sino cai pelo lado em que está encostado o badalo, ocasionando uma só pancada em cada movimento;
  2. Dobre duplo, quando o sino caindo pelo lado contrário ao que está encostado o badalo, provoca duas pancadas em cada movimento;
  3. Repiques, quando o movimento é feito somente pelo bater dos badalos, com o sino parado.
Com esta explicação, passemos aos registros dos toques:

  1. AVISO DE MISSAS
    A ½ hora e 15 min., antes da hora marcada para a celebração é dado o sinal no sino pequeno, em pancadas seguidas. No final de cada toque de entrada, as pancadas espaçadas indicam quem será o celebrante.
    Exemplo:
    3 pancadas - o coadjutor
    4 pancadas - o vigário
    5 pancadas - o bispo
    7 pancadas - o arcebispo


    1. Se for missa festiva, repique depois da entrada e, no final, a indicação de quem vai celebrar. Se houver sermão em missa cantada, há dobre do sino grande.
    2. Na hora da consagração, 1 pancada em cada sino.
    3. Na hora da elevação, depois da consagração, repique ligeiro.
    4. No final da Missa, repique.
    5. Havendo Bênção do Santíssimo, em qualquer situação, haverá repique no meio do "tantum-ergo" e repique ligeiro e baixo durante a Bênção.
    Em qualquer ato haverá o toque de "entrada" referido na letra "a" (18 ou mais pancadas).

  2. NOVENAS E MÊS DE MAIO
    Repique às 12:00, 15:00 e 18:00 horas. Terminado o ato, repique e depois o toque de "almas", no sino grande (9 pancadas espaçadas).
  3. CHAMADAS DE IRMÃOS

    1. Para enterros ou procissões: 18 pancadas ou mais, no sino grande.
    2. Para eleição ou definitórios: 9 pancadas no sino grande. 1 hora, 30 minutos e 15 minutos, antes do horário estabelecido.


  4. FESTA EM HOMENAGEM AOS SANTOS
    Na véspera de festa de um santo que vai ser homenageado, repique às 20:00 horas, no sino grande, com dobre na igreja onde vaio ser realizada a festa.
  5. FINADOS

    1. Na véspera de "finados", às 12:00 e 20:00 horas, dobre de defuntos (1 pancada em todos os sinos).
    2. No dia de "finados", dobre de duas pancadas na hora da celebração da Missa.
    3. Ao meio dia, 15:00 e 18:00 horas, dobre em todos as igrejas.
    4. Nas vésperas de aniversários dos mortos de cada Ordem ou Irmandade haverá dobre de defuntos (2 pancadas), às 20:00 horas.
    5. Na hora da Missa e do Liberta-me, dobre.


  6. ENTERRO DE IRMÃOS

    1. Homens - três dobres de 1 pancada.
    2. Mulheres - dois dobres de 1 pancada.
    3. Crianças - (menores de sete anos), repique festivo, na hora do enterro.
    4. Se o homem foi mesário, dobre na hora em que se tornou conhecimento do falecimento e na hora do enterro (três dobres de duas pancadas).
    5. Se a mulher foi mesária, ídem, dois dobres de duas pancadas.
    6. Se o irmão prestou grandes serviços à Ordem ou Irmandade, dobres de 1 em 1 hora, a critério da Mesa.
    7. Falecimento do Papa, dobre de hora em hora, em todas as igrejas.
    8. Ídem do Bispo, dobres de 3 em 3 horas.
    9. Ídem do Vigário, dobres de 4 em 4 horas.
    10. Ídem de Padre, 5 dobres comuns.
    Nota: Os dobres para Papa, Bispo, Vigário são feitos em sentido contrário, isto é: começam pelo sino grande, prosseguindo pelo médio e terminando no pequeno.

  7. AGONIA
    No sino da Ordem ou Irmandade onde o moribundo é irmão, 9 pancadas no sino médio, bem espaçadas, de 15 em 15 minutos.
  8. INCÊNCIO
    Rebate - pancadas no sino grande, seguindo do médio, ligeiras com pequenos intervalos.
  9. NATAL
    Dia 24, às 22:00 horas, dobres. Às 23:00 e 23:30 horas, entrada. Finda a Missa, repique.
  10. PASSAGEM DE ANO
    Havendo Missa, obedece-se as mesmas disposições do dia de Natal.
  11. QUARESMA

    1. Na igreja, onde houver "via sacra", dobre às 15:00 e 18:00 horas, 1 pancada no sino médio.
    2. Durante a "via sacra", 1 pancada no sino médio cada vez que mudar de estação.
    3. Na décima estação, três dobres, indicando a morte de Cristo.


  12. FESTA DE PASSOS

    1. Na Sexta-feira das Dores, às 5:15 horas, Matinas (9 pancadas nos sinos grandes dos Passos e do Carmo, seguidas de dobres); no meio dia, 15:00 e 18:00 horas e na hora da procissão, dobre; no momento em que a imagem sai da igreja, no sino dobra mais rapidamente.
    2. No Sábado de Passos repetem-se os dobres, porém, os sinos de São Francisco substituem os do Carmo que ficam em silêncio.
    3. No Domingo do "Encontro", repete-se tudo nas três igrejas (Pilar, Carmo e São Francisco).
    4. Ao meio dia, dobre nas três igrejas.
    5. Às 16:30 horas toque de chamada de irmãos para a procissão das 17:00 horas.
    6. Na saída da procissão, dobres nas igrejas do Carmo e São Francisco.
    7. Quando a procissão de Nosso Senhor dos Passos atinge o "Passo" da Rua da Prata, os dobres param. Terminados o Responsório e o Mateto, reiniciam os dobres até que o cortejo atinja a Ponte do Rosário, descaindo. Volta a dobrar, a passar pela igreja do Rosário até o "Passo" daquela praça. Terminada a cerimônia, dobres até atingir a Catedral. Nesse ponto, entram os sinos dos Passos e Sacramento que tocam até a procissão passar ao lado da Catedral. Ao atingir a Praça Barão de Itambé, entra o sino das Mercês que toca até a chegada ao "Passo"daquela praça. Terminado o "Encontro" (Sermão do Encontro), toca novamente até chegar ao Largo da Cruz, entrando em funcionamento o sino do Carmo, até que a procissão atinja o "Passo" da Rua Direita. Terminado o ato ali, toca novamente até as proximidades do sobradão de Dona Amélia Ferreira, quando descai pela entrada dos sinos dos Passos e Sacramento, até a entrada da procissão.


  13. SEMANA SANTA

    1. Na quinta-feira Santa, depois do Glória da Missa da Instituição da Eucaristia até o Glória da Ressurreição, nenhum sino toca, seja qual for o motivo.
    2. Na Ressurreição tocam os sinos de todas as igrejas (Toques festivos).


  14. FESTA DA BOA MORTE
    No final da última novena (13 de agosto), toque de matinas do Trânsito de Nossa Senhora (repique: Senhora é Morta); esse repique é usado até no Glória de 15 de agosto, (ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA) com repiques festivos em todos os sinos da Catedral.
  15. TOQUE DE PARTO
    9 pancadas, no sino médio da Igreja das Mercês, de meia em meia hora até a "delivrance".
  16. ANGELUS
    9 pancadas no sino do SS. Sacramento, às 18:00 horas, diariamente.
  17. ALMAS
    9 pancadas no Sinos das Almas, às 20:00 horas, diariamente.
  18. AVE MARIA
    9 pancadas no Sino das Almas, às 21:00 horas, espaçadamente. Nota: Da Ressurreição até Corpus Christi, os toques de Angelus, Almas, Ave Maria serão dados pelos Sinos do SS. Sacramento (pequeno e grande), simultaneamente, naqueles horários.
  19. CHAMADA DE SINEIRO E SACRISTÃO
    3 pancadas no Sinos pequeno, espaçadas, diversas vezes até ser atendido.
  20. RELEMBRANDO A MORTE DO SENHOR
    Um dos dobres que têm desafiado a ação do tempo, é o que nos faz lembrar a morte do Senhor. Todas as sextas-feiras, às 3 horas da tarde, o Sino dos Passos, com sua voz melodiosa, nos traz à lembrança a hora da morte de Jesus. Ao ouvir o dobre, os sanjoanenses se benziam e, antigamente raras eram as casas em que não se observaram o costume de queimar incenso.

Texto: Professor Aluízio José Viegas
Material fornecido pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo
Fonte: http://www.cultura.saojoaodelrei.mg.gov.br/?Pagina=linguagem_sinos

Museu Regional inaugura exposição: “A fotografia de André Bello: Referências do Passado – Visões de Futuro”



O Museu Regional de São João del-Rei/IBRAM/MinC inaugura no dia 10 de dezembro, quinta-feira, às 20:00 horas na sala de exposições de curta duração a exposição “A fotografia de André Bello: Referências do Passado – Visões de Futuro”.

No mês em que se comemora o aniversário do município, a exposição apresentará uma mostra do legado de produções fotográficas que André Bello (1879-1941) realizou durante as três primeiras décadas do século XX. São imagens da cidade e seus atributos, o registro da sociedade com seus habitantes ilustres, o comércio e as propagandas, cenas e tipos característicos da época. O destaque especial será o álbum fotográfico São João d’El Rey que ele produziu no ano de 1918, onde registrou o processo de mudança do tipo de ocupação do centro urbano. Tais registros se constituem na atualidade em documentos que nos permitem comparar o presente com o passado, nos fornecendo registros das alterações de costumes, da paisagem urbana e da natureza na cidade, dando a tudo o que aconteceu um lugar no tempo, atribuindo uma forma ao passado e colocando nossas próprias vidas em um contexto histórico.

A exposição estará aberta na sala de exposições de curta duração do Museu Regional de São João del-Rei a partir do dia 11 de dezembro, diariamente, no horário das 09:00 às 19:00 horas, à Rua Marechal Deodoro, n. 12 – Centro – São João del-Rei.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Conselho Consultivo do Iphan reúne-se em São João del-Rei


O Brasil pode ter, a partir do dia 3 de dezembro, um número maior de bens protegidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan. Na cidade mineira de São João del-Rei, o Conselho Consultivo do Iphan estará reunido para avaliar três propostas de tombamento e um registro patrimônio imaterial. A programação dos conselheiros começará às 9h, na estação da cidade de Tiradentes, com um passeio de Maria Fumaça, a locomotiva histórica que faz parte do Complexo Ferroviário de São João del-Rei, tombado pelo Iphan em 1989.


Pela manhã do dia 3 de dezembro, durante a sessão no Salão Nobre da Prefeitura de São João del-Rei, serão debatidas as propostas de tombamento dos centros históricos dos municípios de Iguape, em São Paulo, e Paranaguá, no Paraná. À tarde, os conselheiros avaliam a proposta de tombamento do Complexo Ferroviário da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil - EFNOB, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e o pedido de registro como patrimônio imaterial para O Toque dos Sinos em Minas Gerais, tendo como referência São João del-Rei e as cidades de Ouro Preto, Mariana, Catas Altas, Congonhas, Diamantina, Sabará, Serro e Tiradentes.
Se aprovados, os processos serão encaminhados para o Ministério da Cultura para serem homologados pelo ministro Juca Ferreira.

O toque dos sinos das Minas Gerais 

A proposta de registro como patrimônio imaterial surgiu por iniciativa do escritório técnico do Iphan em São João del-Rei mas, com o levantamento do material necessário, concluiu-se que a tradição é existente também em outras oito cidades. Um conjunto de documentos, gravações, depoimentos e vídeos afirma que o toque dos sinos, que chegou ao Brasil com a colonização, ainda é referência para a população das cidades inventariadas, o que reforça a possibilidade de reconhecimento desse bem como patrimônio. Os habitantes desses municípios se reconhecem e se distinguem dos de outras cidades a partir do toque dos sinos, do repertório desses toques e do som diferenciado de cada um deles.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural 

O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro, presidido por Luiz Fernando de Almeida, presidente do Iphan, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios - Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

Serviço
Reunião do Conselho Consultivo do Iphan
Dia: 3 de dezembro de 2009, 10h Local: Salão Nobre da Prefeitura de São João del-Rei
Rua Ministro Gabriel Passos 199 - 2ºandar – Centro

São João del-Rei – MG

Fonte: Portal do IPHAN

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

I Encontro de Catadores de Material Reciclável da ITCP-UFSJ

Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ
Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares – ITCP

Convidamos os senhores para o I Encontro de Catadores de Material Reciclável da ITCP-UFSJ que será realizado nos dias 27 e 28 de novembro de 2009 na sala 2.11 no Campus Tancredo Neves (CTAN), situado a Avenida Visconde do Rio Preto, s/n, Bengo, em São João del-Rei.

PROGRAMAÇÃO

Dia 27 (sexta-feira)
14:00h Apresentação dos participantes e Associações de Catadores de Materiais Recicláveis presentes.

14:20h Palestra de abertura: O meio ambiente e a inclusão social: um enfoque na comercialização do material reciclável.
Palestrante: Alfredo Matos, Diretor de Comunicação da ASMARE – Belo Horizonte.

15:30h Café

16:00h Debate: Pontos fortes e fracos das Associações na comercialização do material reciclável.

18:00h Lanche de fechamento

28/11 (Sábado)
08:00h Apresentação do software CATAFÁCIL
Apresentador: David Romeros (criador do software)

09:00h Café

09:30h Bate-papo: A valorização do material reciclável dentro de uma rede de comercialização. Como a rede pode fazer parte do Movimento Nacional de Catadores?
Convidado: Jânio Caetano de Abreu – Coordenador da ITCP-UFSJ

12:00h Almoço de encerramento.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Análise crítica sobre o tema: Orçamento participativo

Orçamento participativo: uma bandeira levantada pelos governos populares que emergiram após a redemocratização do país, em 1985, e que tem sido uma das ações governamentais mais bem sucedidas nos mesmos, além de ser referência para várias cidades na Europa e na América Latina e um modelo proposto pelo Banco Mundial.
Dos artigos pesquisados e lidos ficam-nos alguns comentários: é possível a implantação do orçamento participativo da mesma maneira e em cidade de tamanhos e de regiões diferentes? O orçamento participativo pode se tornar uma forma de “neoclientelismo” em cidades com pouca e inexpressiva participação popular? O poder de decidir sobre as ações governamentais e os investimentos muda apenas de nome ou continua a servir de interesses de pequenos grupos? A institucionalização do orçamento participativo não faz com que o mesmo perca suas características, que o fez tão eficaz em algumas cidades, pela participação popular, sem imposição de “setores” estatais? O orçamento participativo tende a substituir a democracia representativa? E outras...
Respondendo à primeira pergunta de maneira bem simplista, penso que o exemplo da cidade de Porto Alegre com o Orçamento participativo bem sucedido, grande apoio e participação popular pode ser aplicado a qualquer cidade, desde que respeitadas as suas regionalidades, sua cultura, os indicadores sociais e financeiros de cada uma, a “maturidade” de determinada população para entender o processo do mesmo e principalmente que a sociedade civil se encontre organizada em associações, sindicatos, grupos, pois somente assim seria garantido o orçamento participativo da maneira como e para o qual foi concebido.
Se implantado de forma inadequada, sem conter seus princípios básicos de participação popular, o orçamento participativo tende a se tornar um instrumento de “neoclientelismo”, onde os seus formuladores vão fazer os mesmos “conchavos” na hora de escolher as prioridades, direcionar suas políticas de modo que permaneçam sempre no poder, dar novos rumos àquelas prioridades eleitas pela participação popular com a justificativa de adequação às novas exigências “legais”, etc. Precisa ficar claro aos governantes e representantes da sociedade que o poder de decidir o quanto e como vai ser gasto o dinheiro público deve ser do povo que receberá os benefícios, de forma a atender a toda a população, principalmente as comunidades menos abastadas com as riquezas da nação brasileira.
Muitos dos que não concordam com ações que venham a levar à descentralização do poder e suas decisões, mas, às vezes, não tem como voltar atrás, tentam “camuflar” o orçamento participativo sob a ótica da melhoria do mesmo através de sua institucionalização ou estatização, criando mecanismos que venham a dificultar a participação popular e até mesmo a execução dos projetos e atividades escolhidas pelas comunidades. Em cidades onde o orçamento participativo está passando por este processo, o mesmo perde a sua essência de ser “participativo” e popular.
Muitas vezes, a “democracia representativa” se sente prejudicada com ações governamentais do tipo “orçamento participativo” na medida em que estão no poder realmente não para representar o povo, mas o seu próprio interesse. Os “representantes” se sentem ameaçados, pois sentem a participação popular, a pressão do povo para que suas escolhas sejam mantidas na votação do orçamento para o próximo período e, como não estão acostumados com a democracia participativa ficam acuados. Dessa maneira, o orçamento participativo não pretende substituir a democracia, mas servir de sustentação e dar respaldo aos governos realmente democráticos e aos representantes das comunidades.
Finalmente, vemos no orçamento participativo um instrumento eficaz de gestão dos recursos públicos, desde que aplicados de maneira eficiente e elaborado tal qual foi “pensado”, ou seja, que nasça da participação popular e se adeqüe às várias realidades dos municípios brasileiros. E também é um instrumento de transparência governamental, pois leva o governante a colocar todo o orçamento previsto para o próximo ano em pauta, levando a sociedade ao conhecimento, que pode se tornar em futuras cobranças sobre o que foi realizado ou não.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

"A cidade que temos e a cidade que queremos"


Vivemos num momento em que o poder público deve ser transparente na divulgação dos gastos públicos, sem deixar dúvidas como e onde estão sendo gastos os recursos oriundos das taxas e impostos municipais, bem como das transferências dos outros entes federados (Estado e União). Diante da Lei de Responsabilidade Fiscal, é inconcebível que uma prefeitura do porte de São João del-Rei não tenha os seus dados orçamentários disponibilizados e atualizados, em especial sobre a Lei Orçamentária Anual-LOA, a Lei de Diretrizes Orçamentárias- LDO, das despesas e receitas efetivamente realizadas, os contratos, os convênios, os editais e resultados das licitações e outros, bem como seu Plano Plurianual de Ação Governamental, que vai nortear as ações do governo para os próximos quatro anos. Lembrando que todos os planos devem ser embasados no Plano Diretor Participativo instituído pela lei Municipal n. Lei nº 4.068, de 13 de novembro de 2.006. O Plano Diretor é “o instrumento básico da política de desenvolvimento urbano e rural, aplicável a todo o território municipal e referência obrigatória para os agentes públicos e privados que atuam no município, integrando o processo contínuo de planejamento municipal.” Será que os nossos gestores conhecem o que diz o Plano Diretor? Será que as suas ações estão se pautando por ele? Os projetos em andamento na cidade foram construídos com base no Plano Diretor? Há uma política de formação permanente de profissionais qualificados na Prefeitura para as ações de planejamento e avaliação das políticas públicas? Se há, porque não encontramos esses dados disponibilizados para a sociedade?

São João del-Rei, como muitas cidades do Brasil, passa por uma situação financeira delicada diante da diminuição do repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) pelo agravamento da crise econômica mundial, o que não justifica o oportunismo de muitos “gestores públicos” que reduzem gastos com os programas sociais e até mesmo os investimentos assumidos em governos anteriores, as famosas obras inacabadas. No caso de São João del-Rei, podemos citar as casas populares do Tijuco que dependem da infra-estrutura urbana a ser realizada pelo município. A questão da crise é o que todos lemos e ouvimos dos economistas, jornalistas e outros mais. Analisando o site do Tesouro Nacional, podemos verificar que todas as transferências constitucionais do Governo Federal para São João del-Rei, de Janeiro a Agosto de 2008 comparando-se com 2009, diminuíram apenas 2,62%, ou seja, R$ 416.240,85; num montante de mais de 15 milhões de reais, incluindo o FPM. Tudo isto dentro de uma conjuntura econômica de recente retomada do crescimento do Brasil, incluindo recorde de criação de empregos formais, das exportações, dos investimentos públicos, etc. Cremos que essa já não pode mais ser a desculpa dos gestores públicos locais para a falta de investimentos nas várias demandas de São João del-Rei.

Gostaria de citar problemas corriqueiros pelos quais São João del-Rei passa. Vamos pontuar alguns além dos acima citados:

Planejamento urbano: a cidade tem o seu plano diretor, mas me parece que não temos quem fiscalize construções em locais inadequados e até proibidos por lei. Acontece que quando a natureza se “rebela” (enchentes, desmoronamentos) simplesmente não podemos jogar a “culpa” nela. Sem contar a poluição visual que paira sobre a cidade. Aqui já é outro problema: a falta de cumprimento do código de postura municipal, também por falta de fiscalização. São outdoors por toda a cidade, até perto do conjunto histórico, postes de iluminação pública abarrotado de cartazes de eventos e outros. As nossas praças (Severiano de Resende, Guilherme Milward, Cristo Redentor e outras) estão uma vergonha! O que vemos são mato e lixo espalhados. As novas pinturas de locais públicos não harmonizam com o conjunto arquitetônico da cidade (cemitério municipal). Vemos pouco interesse do poder público municipal com o conjunto histórico da cidade. Temos aqui uma riqueza tamanha que parece passar despercebida pelos atuais gestores.

Limpeza urbana: conheço algumas cidades de Minas e do Brasil e nunca vi cidade tão maltratada como a nossa. A coleta de lixo deixa a desejar literalmente, não pelos funcionários, mas pela falta de planejamento. A cidade quase não possui lixeiras, as poucas que temos estão enferrujadas, não padronizadas e lotadas de lixo. As ruas, principalmente do centro da cidade, ao anoitecer estão imundas. Passem pela Av. Tancredo Neves e adjacências a partir das 17 horas para constatar. Daí também cabe chamar a atenção dos comerciantes e dos cidadãos que muitas vezes jogam o seu lixo nas vias públicas ou no córrego do Lenheiro. Ainda temos o problema dos animais soltos pelas vias, jardins, praças e até nos córregos. Poderíamos nos espelhar em cidades como São Paulo, Belo Horizonte e pensarmos numa “Cidade Limpa”, diminuindo a poluição visual. Falta a atenção dos Poderes Executivo e Legislativo com a conscientização ambiental. Precisamos mobilizar a sociedade são-joanense sobre a questão ambiental!

Damae: suas obras são de qualidade duvidosa e às vezes oferecem perigo aos funcionários, transeuntes e motoristas. Seus funcionários, na maioria das situações, não usam equipamentos de proteção individual. A sua reestruturação fica cada vez mais longe com a falta de organização que vemos quando precisamos de atendimento. Sem falar na falta de hidrometração das residências e casas comerciais dos seus consumidores, o que torna injusta a cobrança.

Qual cidade queremos para nós? Qual cidade queremos para nossos filhos? Em qual cidade queremos habitar? Ficam as perguntas sobre as quais os milhares de cidadãos são-joanenses precisam refletir. É necessária maior mobilização da sociedade na busca por soluções para o município. Cabe à sociedade civil organizada se fazer representar efetivamente no Poder Legislativo e participar ativamente dos Conselhos Municipais, assim como cabe às Instituições de Ensino Superior da cidade provocarem essa articulação Estado-sociedade civil para o desenvolvimento social, econômico e ambiental. São João del-Rei necessita de políticas públicas que atendam às reais necessidades da população; merece respeito e participação ativa das empresas, sociedade, governo e comunidade de professores e estudantes em prol de uma cidade antenada com a sustentabilidade, solidariedade, desenvolvimento urbano e rural. O futuro pede passagem para trazer São João del-Rei ao caminho do desenvolvimento sustentável!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

"BRICABRAQUE, PARAFERNÁLIA E QUINQUILHARIAS: DO OBJETO EXTEMPORÂNEO AO OBJETO MUSEALIZADO"


O Museu Regional de São João del-Rei/IBRAM-MinC inaugura dia 03 de setembro, quinta-feira, às 20:00 horas, a exposição: “Bricabraque, Parafernália e Quinquilharias – do objeto extemporâneo ao objeto musealizado”.

O objetivo da exposição é contar ao visitante a história e a trajetória dos objetos, desde o momento em que são retirados de seu contexto original e destituídos de suas funções até serem incorporados aos acervos dos museus, tornando-se objetos musealizados.

A exposição estará aberta na sala de exposições de curta duração do Museu Regional de São João del-Rei, à Rua Marechal Deodoro, n. 12 – Centro, até o dia 22 de novembro, diariamente, no horário das 09:00 às 19:00 horas.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Bem vindo a São João del-Rei


"Aqui é d'El Rey. E há que andar por estas ruas e descobrir belezas insuspeitadas. Há que se surpreender em cada esquina entre o colonial e o eclético, entre o barroco e o neo-clássico. Há que se ver mais do que com os olhos, enxergar com o coração, ampla retina que açambarca séculos e transborda espanto e susto.

Aqui é d'El Rey, com apóstrofe e hipsilo, de D. João e Thomé Portes, do garimpeiro João Barcels faiscando ouro no Arraial Novo e da crônica pioneira de José Mattol, escrita nas primeiras décadas de setecentos.

Aqui é d'El Rey,Comarca do Rio das Mortes, nascida no Vale do Lenheiro, entre as betas auríferas do alto das Mercês e p Morro da Forca, ironicamente chamado de Bonfim. Entre o contraforte rochoso, de um lado, e os morrotes, do outro, d'El Rey espaira-se às margens do córrego que a atravessa, tímido regato que se avoluma revoltoso e irado nas cheias e preenche o vão de cais a cais. Os antigos sabiam dos mistérios deste riacho surpreendente por isso as pontes monumentais que transpõem, do Rosário e da Cadeia, com arcarias e esporões de pedra, prontas a resistirem à impetuosidade das águas.

E porque é vale é montanha, os arredores da cidade estimulam passeios ecológicos e o encanto das cachoeiras compensa a aspereza das caminhadas. Vale a pena explorar a cercaria para encontrar a natureza em festa. Pois tudo é festa para quem nasceu no meio a rituais barrocos.

Aqui é d'El Rey. Tudo é um convite aos olhos e à emoção, como quem chega de longe e a água quente o espera para o banho reconfortante, a mesa posta, a palavra amiga.

Não basta se encantar com os templos, portadas magníficas como as do Carmo e São Francisco, simplicidade retilínea no Rosário, Catedral do Pilar e Mercês. Não basta louvar entalhadores e mestres do pincel que fizeram das naves e capelas-mor o umbral de um paraíso imaginário. Nem admirar-se da douração profusa dos altares ou das volutas e concheados nas quais se retorce a madeira bruta de púlpitos ornados com dosséis.

É preciso também ouvir a sinfonia de bronze destes sinos, o dobre festivo ou fúnebre, único no país, que desperta, avisa, alerta, anuncia e dialoga com a população em sons, repiques e "terentenas".

Aqui é d'El Rey, ritualística e musical. Por esta razão, é preciso ouvir os acordes de orquestras centenárias como a Ribeiro Bastos e a Lira Sanjoanense, em Te Deum, em novenas, motetos e matinas.

Não basta caminhar praças tranqüilas como a do Carmo, do Largo da Cruz, da Câmara, a do Chafariz da Legalidade, ou imponentes como a de São Francisco com suas palmeiras imperiais.

É preciso também enveredar por confins do centro histórico e descobrir vielas pitorescas, o Beco do Cotovelo, o conjunto eclético da Rua Santo Elias, a aparência de presépio do casario da Rua Santo Antônio, o Beco da Escadinha nas proximidades da Igreja do Carmo. Há que se visitar museus e reencontrar o passado, sobretudo o de Arte Sacra, o Regional e o Ferroviário. É absolutamente necessário sobrar algum tempo para voltar a ser criança e viajar na Maria Fumaça até Tiradentes, outra jóia à sua espera.

Aqui é d'El Rey. Há tesouros arquitetônicos perdidos nas ruas transversais, lojas de incríveis quinquilharias e antiguidades, tão pequenas como alcovas, tão ocultas como pepitas no cascalho. Há que saber descobrir sabores da terra, bolinhos de feijão, licores e doces caseiros. Há que se apreciar o talento de seus artesãos, pintores, santeiros, fabricantes de móveis, bordados e artistas de crochê, de crivo e da renda de birilo.

Palmilhar o chão, como fizera, seus primeiros habitantes. E não se atenha às fachadas austeras de beira-seveira, às sacadas de ferro rendilhado, às platibandas encimadas por jarretes e pontais como as que se exibem na Rua Direita, na Rua da Prata, na Rua do Comércio e na Rua Municipal. Não se acanhe em pedir permissão para invadir um destes espaços privados ou visitar os públicos: em muitos deles o século XIX mostra-se por inteiro, com portais de pinho de riga, forros de saia-e-camisa, pisos de tábuas largas, oratórios seculares e móveis ancestrais familiares. Porque aqui é d'El Rey.

Não lastime possíveis descaraterizações ou aberrações cromáticas de duvidoso gosto que, vez por outra, perturbam a harmonia de conjuntos. Aqui, como em toda parte, nem sempre o homem compreendeu bem o significado do progresso. Mas sinta que no todo prevalece admirável composição de estilos, preciosidades coloniais e magníficos exemplares neo-clássicos e ecléticos como não se há de ver em nenhuma outra cidade do ciclo do ouro. Porque aqui é d'El Rey, dourada pelo sol do seu verão ou visão ancestral nas brumosas madrugadas do seu inverno. Esteja em casa. Sirva-se do passado e do presente e receba o abraço do amigo são-joanense."

(Texto de Jota Dangelo extraído de http://www.invernocultural.ufsj.edu.br/)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Biodiversidade do Campo das Vertentes: Vespas sociais, besouros e outros bichos


O Museu Regional de São João del-Rei inaugura no dia 11 de junho, quinta-feira, às 20:00 horas na sala de exposições de curta duração a exposição Biodiversidade do Campo das Vertentes: Vespas sociais, besouros e outros bichos.

No mês em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente a exposição apresentará fotografias do Biólogo Marcos Magalhães de Souza e como se desenvolve o trabalho do Departamento de Entomologia da Universidade Federal de Lavras apresentando uma mostra de sua coleção de insetos, além de outros atrativos.

A exposição estará aberta na sala de exposições de curta duração do Museu Regional de São João del-Rei até o dia 16 de agosto, diariamente, no horário das 09:00 às 19:00 horas, à Rua Marechal Deodoro, n. 12 – Centro – São João del-Rei.

sábado, 30 de maio de 2009

IBRAM em São João del-Rei

No Campo da Cultura, a boa notícia é a criação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A nova autarquia, vinculada ao Ministério da Cultura, sucede o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e coordenará as ações da Política Nacional de Museus no que diz respeito aos museus federais.

No dia 11 de maio, em Brasília, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, deram posse ao primeiro presidente do Ibram, José do Nascimento Jr., ex-diretor do Depto. de Museus e Centros Culturais do Iphan.

Na ocasião, João Luiz Domingues Barbosa, museólogo e mestre em Sociologia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, tomou posse como diretor do Museu Regional de São João del-Rei, órgão representativo do Ibram na cidade. Desde 2007, João Luiz já respondia como responsável pelo museu.

Fonte: Gazeta de São João del-Rei

quarta-feira, 8 de abril de 2009

FIM DE SEMANA GOURMET

Dando prosseguimento à política de incentivo à cultura e ao turismo nas cidades históricas, as Secretarias de Cultura e Turismo de São João del-Rei, Prados e Tiradentes promovem, este ano, o I Encontro Gastronômico "FIM DE SEMANA GOURMET", em que divinos sabores e uma rica programação cultural vão fazer os moradores e turistas entrar no clima da SEMANA SANTA nas cidades históricas do Campo das Vertentes! Dessa maneira, os gestores públicos procuram setorializar suas ações para que, em parcerias, promovam políticas púiblicas que atendam a um público cada vez mais regionalizado, com mais eficiência e eficácia. Esperamos que ações como essas promovam a melhoria da qualidade de vida e de bem-estar da sociedade em geral.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Exposição Irmãos Silva: Escultores, Entalhadores e Pintores de Arte Sacra


Será aberta nesta quinta-feira (9), às 20h, no Museu Regional de São João del-Rei, a exposição “Irmãos Silva: Escultores, entalhadores e pintores de Arte Sacra”.

A exposição faz parte do projeto Tradição e Contemporaneidade – mestres artífices do século 21, que apresenta o trabalho dos autênticos herdeiros do barroco mineiro. São entalhadores, escultores, santeiros, pintores, prateiros, ourives e restauradores, que exercem seus ofícios na cidade e na região, mantendo viva e em transformação uma tradição iniciada no século 18.

Na exibição, será contada a história dos artistas e irmãos Cláudio Neves da Silva, José Luiz da Silva e Rogério Antônio da Silva, além das obras de arte sacra elaboradas por eles e as fotos de peças executadas para diversas igrejas de São João del-Rei e de outras regiões do país.

As peças estarão expostas até o próximo dia 31, diariamente, das 9 às 19h. O museu fica na Rua Marechal Deodoro, n º 12, Centro.

SEMANA SANTA EM SÃO JOÃO DEL-REI


Iniciou-se no dia 05/04/2009 as celebrações da Semana Santa em São João del-Rei, na Paróquia da Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, onde foi realizada a celebração do Domingo de Ramos, abrilhantada pela bicentenária Orquestra Ribeiro Bastos, com músicas sacras e cantos em Latim. Centenas de fiéis acompanharam a celebração , que mais à noite terminou com a procissão do Senhor do Triunfo. Procissão essa, que não começou muito bem, devido ao fato de a imagem do Senhor do Triunfo cair do andor na descida da escadaria da Igreja Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar assustando os fiéis que acompanhavam a majestosa procissão. Ao ser erguida a imagem, os fiéis aplaudiram emocionados o retorno da mesma para dentro da Igreja do Pilar. Mesmo sem a referida imagem, a procissão seguiu seu trajeto normalmente, sem o devido brilho, terminando com a celebração da Missa. Passado o ocorrido, esperamos que a mais bela Semana Santa do Brasil transcorra normalmente.
Segue programação ao lado:

domingo, 22 de março de 2009

II FORBEI

O II ForBEI - Fórum Brasileiro de Educação Internacional, será realizado de 01 a 04 de abril de 2009, na cidade de São João del-Rei, Minas Gerais. Esta segunda edição representa a continuidade de um projeto idealizado conjuntamente pela Brazilian Education & Language Travel Association - BELTA e pelo Fórum das Assessorias das Universidades Brasileiras para Assuntos Internacionais - FAUBAI, a partir das experiências destas duas entidades no campo da Educação Internacional e da constatação mútua da necessidade de se avançar na discussão desta temática de forma mais ampla e consistente, dado o expressivo potencial do Brasil como destino para estudantes internacionais. Reconhecendo que a dimensão internacional na educação tem cada vez mais representado um importante desafio para os diferentes países e suas instituições de ensino, e constituído um campo de atuação de vários segmentos, este evento discutirá as principais tendências globais para a educação internacional e mobilidade estudantil e apresentará os resultados do Programa Piloto de Estudos e Intercâmbio” em São João del-Rei /Minas Gerais, iniciativa do Ministério do Turismo, desenvolvido com orientação e sob gestão da BELTA e voltado para a estruturação, qualificação e promoção do destino para o segmento de Educação Internacional e divulgação das oportunidades de estudo no Brasil.