terça-feira, 13 de setembro de 2011

Quase capital do Estado

"Ainda no século XIX, contava com casa bancária, hospital, biblioteca, teatro, cemitério público construído fora do núcleo urbano, além de serviços de correio e iluminação pública a querosene.

Desenvolve-se, ainda mais, com a inauguração em 1881 da primeira seção da Estrada de Ferro Oeste de Minas, que ligava as cidades da região a outros importantes ramais da Estrada de Ferro D. Pedro II

Em 1893 a instalação da Companhia Industrial São Joanense de Fiação e Tecelagem traz novo impulso à economia local, a tal ponto que a cidade é novamente indicada para sediar a capital de Minas Gerais. Em junho do mesmo ano, o Congresso Mineiro Constituinte aprova, em primeira discussão, a mudança da capital para a região da Várzea do Marçal, subúrbio de São João del-Rei. Mas, numa segunda discussão, o projeto inclui Barbacena e também Belo Horizonte, um planalto localizado no vale do Rio das Velhas, onde existia o antigo Arraial do Curral del-Rei.

 
Com a escolha da região do Curral del-Rei em dezembro de 1893, a importância econômica de São João del-Rei diminui gradativamente. Mas a cidade não perde seu charme colonial, sendo motivo de atenção dos modernistas brasileiros, que a visitam em 1924. Ela é registrada na obra de algumas das figuras mais representativas do movimento, como a pintora Tarsila do Amaral e o escritor Oswald de Andrade. Em 1943 seu acervo arquitetônico e artístico, composto por importantes edificações civis e religiosas, é tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Sphan."

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Não sei ainda para onde minhas escolhas vão me levar, mas é para lá que eu quero ir


14 de setembro de 2010. Data memorável, pelo menos para este que vos escreve. Numa bela tarde deste dia, quando deixei, no Aeroporto Octávio de Almeida Neves em São João del-Rei, ‘parte’ da minha caminhada pra trás. Lembro-me bem daquele dia, olhos marejados, rodeado pelos meus irmãos Pedro e Jandira, pelos sobrinhos, cunhado e amigos e pela dona Vicentina, minha mãe. Não deixei que os olhos ficassem à vista, visto que àquela hora já deveriam estar ‘inchados’. Tarde ensolarada rumo ao planalto central, rumo ao desconhecido, ao novo e ao inesperado. Enfim, rumo aonde minhas escolhas me levariam: nem eu imaginava onde estaria apenas um ano depois. Aliás, sabia, mas os caminhos me trouxeram novamente à Minas.

Deixei pra trás alguns sonhos, projetos de vida para buscar outros não menores, talvez, nem maiores, mas sonhos que estão sendo concretizados. No início foi difícil, foi... Sair da zona de conforto em que me encontrava para alçar novos voos, mas foi necessário. Lembrar da infância lá no alto do Bonfim, em São João del-Rei, das férias passadas na casa de minha avó materna no vilarejo de São Caetano (Cel. Xavier Chaves). Ah, como o tempo passa, o ‘tempo voa’! A adolescência foi um período conturbado, como o é para todos, com alguns agravantes, acho que superados. A juventude veio com muito trabalho e mais estudos na busca por uma boa colocação profissional, mas ainda não era aquilo que minh’ alma almejava e eu nem sabia o que era! 

Conheci pessoas maravilhosas ao longo do percurso, erro seria citá-las, pois poderia me esquecer de alguém ou de algum detalhe nas estradas dessa vida. Muitas foram as amizades conquistadas, alguns estão longe, outros já se foram, mas tem aqueles que não saem do pensamento. Mestres, grandes mestres aqueles que me ensinaram o gosto pela leitura que hoje coloco em prática escrevendo. Um pouco ‘piegas’ mas é o que gosto de escrever. Necessidade de falar de mim...talvez.

Enfim, hoje estou mais maduro (é o que acho), mais senhor de ‘mim’, mais dono dos meus traçados. Como diz a música “eu caçador de mim”! Não sei quem disse por primeiro, mas a frase que melhor traduz todas as mudanças pelas quais estou passando seria “Não sei ainda para onde minhas escolhas vão me levar, mas é para lá que eu quero ir”. E por aí vou eu...