segunda-feira, 25 de junho de 2012

Apoyo a Lugo en el Paraguay




Ainda tentando assimilar o processo de impedimento do presidente eleito democraticamente pelo povo paraguaio, Fernando Lugo, penso que o que está por trás de todo arranjo político são fatores históricos muito difíceis de serem assimilados por nós que estamos de fora e não somos historiadores e que tais.


Quando de sua eleição, Lugo não era candidato de nenhum dos lados considerados fortes no contexto político-partidário paraguaio, tinha resistência da Igreja, da qual era oriundo como bispo católico. Lugo se elegeu ‘apenas’ com apoio popular, sem sustentação política.

Ao longo dos quatro anos de governo, Lugo tentou mexer no vespeiro do latifúndio paraguaio e perdeu a chamada ‘governabilidade’. São problemas históricos daquele país onde, como outros na América Latina, há forte concentração de riquezas e posses nas mãos de poucas pessoas. Todos os partidos ‘aliados’ retiraram apoio a Lugo.

Manifestação pró-Lugo em frente a TV Pública. Foto Jorge Adorno/Reuters
Em razão dos fatores acima (e outros), acredito que o impedimento de Lugo pelo Congresso paraguaio em menos de 30 horas se deu de forma tão contundente e sumária. Resta saber se o novo presidente terá reconhecimento internacional. Estranhamente, os EUA e o Vaticano já reconheceram o novo governo. Pelo menos no âmbito da Unasul e Mercosul, o país poderá sofrer sanções por violação da ordem democrática, segundo nota do governo argentino que preside o Mercosul temporariamente.

Particularmente, todo apoio ao povo paraguaio e ao presidente legitimamente eleito pelo Paraguay! No link abaixo, manifestações belíssimas de resistência dos irmãos paraguaios a este ataque à democracia:

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mais vereadores em São João del-Rei, você concorda? | Eleições 2012


Charge de Rodrigo Antunes

São João del-Rei teve seu número de cadeiras na Câmara dos Vereadores aumentado de 10 para 13 no último dia 19 de junho de 2012. De fato, a legislação atual permite a readequação do número de legisladores em proporção à população da cidade, que já contou com 17 vereadores no passado. Eu, particularmente, acredito que, com o número de 13 vereadores, as votações fiquem mais interessantes, do ponto de vista das ‘amarrações políticas’, além do que as comissões criadas na câmara possam ter, em seus membros, vereadores que estejam comprometidos com a causa e não apenas pró-forma. 


Em tese os vereadores são representantes do povo, eleitos para representarem e manifestarem a vontade de seus representados, o eleitor! E, pelo que acompanhamos em São João del-Rei, a população não é, atualmente, favorável ao aumento do número de vereadores, talvez por julgarem que haverá aumento de despesas com a máquina pública. Fato este que é desmentido pelas autoridades e candidatos interessados no aumento. No vídeo podemos ter uma noção do posicionamento popular acerca da questão. Uma juventude aguerrida na defesa dos interesses da população, muitas vezes inerte frente às atitudes arbitrárias de seus representantes. 


O que vimos no caso em debate foi que 70% da atual composição da câmara foi a favor do aumento, justamente a base governista e menos expressiva na atual legislatura (Mauro da Presidente, Rodrigo do Banco, Rosinha do Moto-táxi, João da Marcação, Gilberto Lixeiro e Aparecida da Rua do Ouro – reparem na ligação de cada um dos nobres vereadores com seus ‘currais eleitorais’). Apenas 30%, a chamada oposição ao atual governo foi contra a emenda à Lei Orgânica do Município (Vera do Polivalente, Jânia Costa e Silvia Fernanda). Isso nos leva a refletir as reais intenções do jogo político em São João. Desgastados que estão com a opinião pública, os nobres vereadores da situação, com medo de perderem a vaga na câmara, aprovaram a emenda para não ficarem de fora no próximo pleito municipal!
  
Amanhã, dia 29 de junho às 8 horas, reunião extraordinária para a votação, em 2° turno, do projeto de lei que aumenta o número de vereadores de 10 para 13! Compareça cidadão são-joanense!

Agora, cabe à população que não se viu representada pelos ‘nobres edis’ mostrar, em outubro, quem é que tem o poder de alterar ou não a lei orgânica do município.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

"Quando eu mudo, o mundo muda"



Ontem, ao entrar no transporte coletivo (linha 9410) , aqui em Belo Horizonte, por volta das 18:00, à rua Tamoios - Centro, fui PAGAR (serviço coletivo não é gratuito) com uma nota de R$ 10,00 (leia-se dez reais). A cobradora, sem olhar no meu rosto (no caso eu sou o cliente que paga o seu salário), começou a resmungar e xingar (não consegui entender o significado dos xingamentos). Como se não bastasse jogou o dinheiro no caixa (inclusive caiu uma moeda no piso do veículo) e me entregou (na verdade jogou) o troco como se tivesse fazendo um favor. 


Um desrespeito ao cidadão que encontra o TRANSFÁCIL parado por 02 dias, com o sistema de recarregar créditos com problemas, paga seus impostos em dia, anda em veículos não tão limpos e sempre lotados, e, ainda, tem que suportar profissionais despreparados para lidar com PESSOAS.


É urgente a fiscalização da população frente aos atos destes profissionais junto à BHTRANS para que ‘eventos’ como este não se tornem rotina numa cidade que quer ser civilizada. Aos se deparar com situações como estas, favor acessem o link da empresa pública que controla o trânsito na cidade, BHTRANS, e faça sua denúncia! 


Como diz o título, quando a sociedade mudar o seu comportamento junto aos poderes constituídos, esses poderes mudarão! Não podemos permitir que nos tratem como na charge acima, como se fôssemos uma marionete para atender aos interesses de um governo / empresa pública ou de certa empresa concessionária dos serviços que são públicos!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Rio de Janeiro, um outro olhar...


Pasmem, mas eu não conhecia o Rio - capital. Nunca fui um aficcionado pela cidade, apesar da ligação de São João del-Rei com a antiga capital do Império e da República ser forte! Talvez, por causa da sempre propaganda negativa que a mídia em geral fez da cidade, nas décadas de 80 e 90, e pela falta de investimento em segurança pública até então.  Confesso que andei tranquilamente pela cidade, tanto de dia quanto à noite! Divertidíssima viagem!


Resolvemos ir de carro até o Rio. Fica o frio na barriga toda vez que ‘pego a estrada’, mas lá fomos nós em direção à cidade maravilhosa. No caminho, tudo tranquilo, a primeira parada em Petrópolis, a cidade imperial. Debaixo de chuva, almoçamos. Uma pena não termos visitado o Museu Imperial. Fica a dica para as próximas viagens! A descida da serra sob chuva em direção ao Rio foi tensa, mas bela! Noite adentro, estávamos na Avenida Brasil. Bem vindos à cidade maravilhosa!


Marinheiro de primeira viagem, fiquei encantado com as belezas construídas da cidade, até porque a chuva não nos deixou curtir as belezas naturais. A noite carioca é fascinante com suas boates, bares, restaurantes, teatros etc. Uma mistura do passado e futuro, sagrado e profano, natural e artificial: essa é para mim a definição do Rio de Janeiro!

A primeira Missa. Acervo: MNBA Foto: @PauloJSouza

Conhecer o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA foi uma experiência magnífica de contato com a arte oriunda da imaginação e criatividade dos autores das telas. Indescritível, obras como ‘A primeira missa’ de Victor Meirelles, pintada em Paris no século XIX. Obra essa que todo brasileiro pôde apreciar nos primeiros anos escolares nos cadernos e livros de História. Outra tela que fica marcada na visita ao MNBA, pelo tamanho e beleza na retratação do conflito, é a ‘Batalha do Avaí’, de Pedro Américo. Não há como ir ao Rio e não apreciar o MNBA. À Cinelândia, com os majestosos prédios do Teatro Municipal, do MNBA e da Biblioteca Nacional, vale o passeio!

Batalha dos Guararapes. Acervo: MNBA Foto: @PauloJSouza

Outra atração cultural e educativa é o Museu da República, que funciona no chamado Palácio do Catete, antiga sede da Presidência da República até 1960. Imponente pela sua arquitetura, majestoso pelo seu mobiliário, o palácio recebe desde 1960 o Museu da República. Lá, vemos um filme da história republicana do país, desde 1889 até os mais recentes acontecimentos, principalmente nos governos de Getúlio Vargas e no regime militar. É um revisitar a nossa própria história tão recente e tão desconhecida por nós brasileiros. O Catete, como é conhecida aquela região, também é famoso pela vida noturna e foi palco de histórias que ainda pulsam nos corações republicanos e cariocas.

Museu da República/RJ Foto: @PauloJSouza

Fica a dica para quem ainda não conhece o Rio de Janeiro ou tem receio pela publicidade negativa que outrora fizeram da cidade! O tempo e a vida no Rio são outros!

O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente” Mário Quintana

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O administrador e o museu


Muito curioso que sou e sempre em busca de novos conhecimentos na relação museu – sociedade, sociedade – museu, semana passada estive no Museu das Minas e dos Metais - MMMAIS para a palestra ‘Museus e Novas Mídias’, pelo Língua Afiada, um programa do museu, integrante do Toda Quinta e Muito MMMAIS, ministrada pelo jornalista e especialista em Marketing e Criação Multimídia Luis Marcelo Mendes. Segundo o autor, o mote para o crescimento da visitação nos museus, que é um dos principais objetivos do recém criado Instituto Brasileiro de Museus, é a gestão de afetos.

Mas o que seria ‘gestão de afetos’ na visão do jornalista e compartilhada pelo administrador? Pois bem, a gestão de afetos consiste na maneira como o museu vai se relacionar com o seu público. Segundo Luis Marcelo, “O museu consegue trazer gravitação de pessoas e instituições para seu redor por meio da densidade de sua marca. Não importa quão grande é o seu museu ou o tamanho do seu acervo, o que realmente importa é o envolvimento com a causa. A potência de uma marca é o que você representa e o que você faz para as pessoas orbitarem ao seu redor. Entendam-se aí seus visitantes, seus colaboradores, a grande rede de museus e instituições envolvidas com a causa do museu. É aí que entra a ideia da colaboratividade através das novas mídias que se transformam em ferramentas eficientes de promoção dos museus e que vieram para ficar. Não dá mais pra ficar fora da rede, desta rede de relacionamentos.

Na administração dos museus, mudamos nossos conceitos no trato com o público, o visitante. Este não é mais simplesmente aquele que vem para conhecer nossos acervos, ‘saborear’ e voltar pra casa quieto. É preciso envolvimento da comunidade, sentimento de que aquilo me pertence e que posso fazer algo por ele! Nossos clientes devem fazer essa ponte entre as instituições e a sociedade, e entre aqueles que sequer sabem o que significa a preservação da memória para a comunidade. Eu falei em clientes, você deve estar se perguntando o porquê! Porque são clientes, em potencial digamos. Ou seja, aqueles que antes eram tratados apenas como nossos visitantes, hoje, devemos olhar como nossos clientes, como consumidores daquilo que temos a oferecer que é a arte, a cultura e a memória.

Cliente não apenas no sentido do capitalismo moderno, mas também consciente de que são estes consumidores de cultura quem vão atrair novos consumidores, formando assim novas redes em torno do museu, favorecendo a manutenção destes espaços que vez ou outra passam por crises oriundas daquele capitalismo liberal. Clientes que se tornarão parceiros na preservação de nossas memórias.

A partir de uma nova concepção do que significa se relacionar com nossos clientes precisamos mudar nossas estratégias de gestão para a ‘gestão de afetos’ fortalecendo assim nossa marca junto aos nossos propagadores. É isso, o que eu tinha para dizer...


Com informações do MMAIS.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Tradição, fé e cultura

Foto: @diocesesjdr

A equipe da TV Canção Nova, emissora de origem católica, esteve em São João del-Rei para gravar sobre a Linguagem dos Sinos como Patrimônio Imaterial do Brasil na semana da inauguração da capela do Espírito Santo. Por nossa sugestão ao membro da comunidade religiosa, Rodrigo Santos, foi realizada a bela reportagem abaixo sobre a origem da capela e sua inauguração. 

A cidade ganha mais um patrimônio a serviço da fé e também da cultura e turismo! Ainda que o poder público municipal não tenha a mesma preocupação, temos em São João del-Rei, cidadãos comprometidos com a preservação da memória de seu povo e da região! Fica nossa gratidão ao monsenhor Sebastião Raimundo de Paiva, incansável lutador na preservação das nossas tradições. Vale a pena conhecer esta maravilha que é colocada à disposição da sociedade!