sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ainda sobre o #maismédicos








Este governo tem tocado em pontos 'nevrálgicos' que nunca antes eram discutidos como a questão da intocada profissão médica (herança imperial), da redução dos juros entre os bancos por meio da disputa de mercado (ainda estamos longe de vermos taxas justas), da inserção de uma parte da população que sempre ficou à margem da economia e do acesso a bens e serviços, do acesso de pobres e negros ao ensino superior por meio do Prouni, do sistema de cotas e do aumento do número de vagas nas universidades públicas etc. Ainda assim, aqueles que não viram o país quebrar várias vezes na década de 90, reclamam. É da democracia!

Os médicos do programa #maismedicos que aceitarem ir para o interior ou para as periferias das grandes cidades vão receber uma bolsa no valor de R$ 10.000,00 (http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/11752/162/programa-mais-medicos-levara-profissionais-a-regioes-carentes.html). Os estudantes terão acrescentados 02 anos nos estudos, como no Reino Unido, quando receberão uma bolsa de R$ 2.976,26 para atuarem no Sistema Único de Saúde - SUS, até se formarem. Ninguém vai trabalhar de graça (http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/11753/162/cursos-de-medicina-terao-mais-vagas-e-segundo-ciclo.html). Depois de formados podem ir fazer suas carreiras na iniciativa privada. Aliás, temos hospitais de ponta pagando muito bem e melhor que o SUS! Só acho que, se esperarmos as prefeituras (responsáveis pela gestão local/compartilhada da saúde) equiparem hospitais-hotéis para melhorar a infraestrutura, talvez daqui a 100 anos estaríamos discutindo os mesmos problemas de hoje. Situações emergenciais devem ter respostas pontuais.

O que vejo das manifestações contra o programa #maismédicos do governo federal, que já foi até sugerido pelo PSDB, quando José Serra foi ministro da saúde  (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1501200019.htm ), é que são as mesmas pessoas que foram contra as políticas afirmativas no início do governo Lula, foram contra os programas de transferência de renda etc . Hoje, o Brasil praticamente já não discute mais a legalidade dos programas dado o ‘sucesso social’ que o país obteve com os mesmos.

É preciso romper o preconceito contra a vinda de médicos estrangeiros para que a população encontre maior oferta de profissionais, para que os preços praticados pela categoria se adequem aos padrões internacionais nos quais os profissionais da saúde, em geral, tem uma remuneração mais equitativa (enfermeiros, fisioterapeutas etc). http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/07/1305306-profissionais-de-medicina-tem-o-maior-salario-do-brasil-diz-ipea.shtml Vamos adiante!